A verdade não é igual á multiplicação da opinião


Barbie chega aos 50 anos,mas não escapa à crise

Publicada por quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Acusada de deformar a imagem da mulher entre as meninas e favorecer a anorexia, ameaçada pela concorrência e pela queda brutal das suas vendas, a boneca Barbie chega aos 50 anos no meio de muitas dificuldades.

Nascida Barbara Millicent Robert, a 9 de Março de 1959 em Willows, Wisconsin, a boneca-manequim de 29 centímetros de altura, pernas longas e seios salientes para parecer natural, bateu todos os recordes depois de ter causado polémica numa Feira de Brinquedos no mesmo ano ,em Nova Iorque. Com 300.000 exemplares em 1959, este brinquedo - hoje o mais vendido no mundo, segundo as pesquisas de mercado -, inspirou mais de 70 estilistas, entre eles os mais famosos.

O seu clube de fãs tem 18 milhões de membros. Barbie socializa no Facebook e no MySpace, além de ter revolucionado o mundo das crianças e também dos pais que tentaram, em vão, resistir. Muitas mulheres sonharam em ter uma Barbie até a idade adulta e muitas mães de família orgulham-se da sua colecção. "A Semana da Moda, que terá lugar em Nova Iorque, a 12 de Fevereiro, programou um evento onde 50 estilistas comemorarão os 50 anos da Barbie como ícone da moda, e apresentarão um desfile de gerações (passado, presente e futuro)", segundo um comunicado.

O estilista de calçado francês, Christian Louboutin, estará presente para falar dos sapatos da boneca. A criadora Vera Wang desenhou um vestido de noiva que será vendido por 15.000 dólares, na versão para mulheres de verdade. A boneca com o mesmo vestido custa 159,99 dólares na "Toys"R"Us", a loja da Times Square onde a Barbie tem um canto inteiro, transformado em palácio onde o rosa domina.

O fabricante de brinquedos Mattel, o pai da Barbie, acaba de assinar um contrato com a Associação dos Estilistas americanos. A presidente, Diane von Furstenberg, vê na Barbie uma mulher independente e confiante, dotada de uma enorme capacidade para se divertir sem perder a elegância.

A editora Assouline vai publicar uma obra chamada "Barbie", que será vendida a 500 dólares e mostrará a boneca loira de Prada, Karl Lagerfed e Alexander McQueen. Para as suas 108 profissões, a Barbie teve todas as roupas e acessórios combináveis, 1 milhão de roupas segundo o seu site oficial, principalmente uma farda aprovada pelo Pentágono por se ter alistado ao exército americano em 1989.

Depois dos seus "looks" à la Grace Kelly dos anos 1960, ela vestiu de Woodstock nos anos 1970, tornou-se mulher de negócios nos anos 1980 e chegou à Casa Branca em 1992. Em seguida, chocando o público, ela rompeu o relacionamento com o seu noivo Ken em 2004. Mas além da sua vida de casal, a própria Barbie está em perigo.


As vendas caíram em 2008, pelo sétimo ano consecutivo depois do surgimento da concorrente Bratz, uma boneca que mostra o umbigo, o que a Barbie só passou a ter em 2000. A Mattel considera ter os direitos deste produto, criado por um antigo funcionário e lançado em 2001 pela MGA Entertainement.

Os processos ora dão vitória a um ora dão vitória a outro. E, para piorar ainda mais a situação, a Barbie e o seu fabricante terão de enfrentar o lançamento iminente de "Toy Monster: The Big, Bad World of Mattel" ("O monstro dos brinquedos: o grande e malvado mundo da Mattel", numa tradução livre). O autor deste livro, Jerry Openheimer, revela, entre outras coisas, a vida sexual de Jack Ryan, o engenheiro que criou a Barbie e o Ken.

0 comentários

Enviar um comentário