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Publicada por quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Satélites de comunicação colidem pela primeira vez em órbita - NASA

A propósito da colisão, quinta-feira, de dois satélites, o jornal mostra uma imagem do "trânsito intenso à volta da Terra", sob o título "É impossível controlar os 600 mil objectos em órbita".



Dois satélites de comunicação colidiram pela primeira vez em orbita, lançando grandes nuvens de detritos para o espaço, anunciou hoje a NASA, sublinhando, porém, que o risco para a estação espacial internacional é baixo.

Este foi o primeiro embate de dois aparelhos intactos no espaço.

Segundo o porta-voz da NASA, Kelly Humphries, a verdadeira dimensão do acidente, que ocorreu terça-feira a cerca de 805 quilómetros da Sibéria, só será conhecida na próxima semana.

Os especialistas da NASA sublinharam que a possibilidade de os destroços chocarem com a estação espacial internacional é baixa, uma vez que a colisão entre os dois satélites ocorreu 435 quilómetros acima da órbita da estação.

"Sabíamos que isto poderia acontecer eventualmente", disse Mark Matney, um cientista do Centro Espacial Johnson, na cidade norte-americana de Huston, considerando que "este tipo de colisões começará a ter mais e mais importância nas próximas décadas".

O incidente envolveu um satélite comercial Iridium, que foi lançado em 1997, e um satélite russo lançado em 1993, que não estaria operacional, ambos com cerca de 40 quilos.

Os especialistas da NASA explicaram que já existiram outros casos de colisão no espaço mas apenas de pequenas partes de satélites.

Ainda no "Mundo" das estrelas

Milhares de cometas que circulam no sistema solar podem ser um perigo para a Terra, por serem indetectáveis, o que dificulta a antecipação de um eventual impacto, alertaram quarta-feira vários astrónomos britânicos.

São cerca de três mil os cometas que circulam no sistema solar e apenas 25 podem ser avistados a partir da Terra, lê-se no artigo da revista "New Scientist", assinado por Bill Napier, da Universidade de Cardiff, e por David Asher, astrónomo do Observatório da Irlanda do Norte.

"Devemos alertar para o perigo invisível mas significativo que são os cometas escuros", dizem os astronómos, explicando que um cometa fica escuro quando perde a cola brilhante.

Desprovido desta substância, "o trajecto de um cometa que esteja em rota de colisão com o planeta Terra pode passar despercebido ao telescópio", afirmam Napier e Asher.

Nos últimos séculos, o cometa de que há registo de ter passado mais próximo da Terra foi o IRAS-Araki-Alcock, que esteve a cinco milhões de quilómetros da superfície terrestre e que tinha apenas um por cento de matéria luminosa.

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