O compositor e músico António Pinho Vargas e o virtuoso da guitarra Al Di Meola abriram, quinta-feira, o "Jazz'n Gaia - Festival Internacional de Jazz de Gaia", no Teatro d'Avenida, frente ao El Corte Inglês.
Além de Al Di Meola e António Pinho Vargas, participam no festival, que se prolonga até sábado, Gal Costa, Joel Xavier, Carlos Bica e os Manhattan Transfer.
O concerto de abertura do festival marca o regresso a Gaia, de António Pinho Vargas, nascido naquela cidade em 1951, onde cresceu, que vem apresentar o seu mais recente disco - "Solo" - que marca o seu regresso ao jazz após 12 anos.
O segundo dia do festival começa com Joel Xavier (com uma apreciável carreira internacional ao lado de nomes como Chucho Valdés e Richard Galliano) que vem apresentar o seu novo disco, o oitavo, em que casa o jazz com os sons afro-brasileiros.
Gal Costa, um nome que dispensa apresentações, fecha a segunda noite do festival.
A terceira noite começa com o contrabaixista e compositor Carlos Bica, o mais internacional dos músicos de jazz portugueses e uma referência do jazz europeu, cuja música combina desde a tradição erudita e contemporânea até ao folk e o rock, e as músicas improvisadas, num contexto de jazz.
O preço é de 20 euros/dia, podendo os bilhetes ser adquiridos no Auditório Municipal de Gaia e nas lojas FNAC do GaiaShopping, Santa Catarina, NorteShopping e MAR Shopping.
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O álbum "Amália Hoje", que transforma em canções pop alguns fados conhecidos de Amália Rodrigues, pretende mostrar o "passado tremendo" de "uma artista pop em todo o seu esplendor", O disco só sairá no final de Abril, mas já foi apresentado na íntegra no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, numa sessão que contou com a participação dos músicos que integram o grupo Hoje.
Musicalmente, não há praticamente nada que ligue os 9 temas deste disco aos fados que ficaram conhecidos na voz de Amália Rodrigues. Não há guitarras portuguesas, os arranjos assemelham-se à sonoridade dos The Gift, com a presença de orquestrações densas, de intensidade em crescendo e de apontamentos electrónicos a marcarem a cadência rítmica.
Os três vocalistas dos Hoje referiram que aceitaram participar no projecto com a relutância inicial de quem não sabia interpretar os fados e muito menos entrar no universo de Amália Rodrigues, mas o resultado final demonstrou ser "tradicionalmente moderno". Amália Hoje" será editado a 27 de Abril pela La Folie, editora criada pelos The Gift, e pela Valentim de Carvalho Multimédia, e poderá ser transposta para o palco, embora não haja qualquer data marcada.
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Os Madness, grupo britânico de pop, ska e rocksteady, são os cabeças-de-cartaz da segunda edição do Lisbon Calling, um evento de música revivalista que decorrerá a 09 de Junho no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
De acordo com a promotora Tournée, os Madness fecham a noite de concertos naquela sala, depois das actuações dos Foreigner, dos The Tubes e dos Carbon/Silicon, grupo rock de Mick Jones, ex-Clash, e Tony James, dos Sigue Sigue Sputnik.
Em Maio, semanas antes do concerto em Lisboa, os Madness contam editar o álbum "the liverty of Norton Folgate", o primeiro em dez anos.
Esta será a segunda edição do Lisbon Calling, um mini-festival num só dia e cujo cartaz alinha numa onda revivalista da música dos anos 1980.
Em 2008, o Lisbon Calling apresentou os B-52´s, Marillion, Meat Loaf e Stranglers.
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A maturidade de trinta anos de carreira fez dos Xutos & Pontapés uma banda sem rivalidades internas e ainda com vontade de arriscar, disse à agência Lusa o guitarrista Zé Pedro, a propósito da edição do novo álbum.
"Xutos & Pontapés", que sai na segunda-feira, coincide com a celebração dos 30 anos de vida de uma das mais bem sucedidas bandas rock portuguesas.
O álbum apresenta 13 temas e pela primeira vez na história do grupo todos os músicos contribuíram para a composição das letras e das músicas, embora a maioria dos textos seja de Tim.
Neste novo álbum, que surge cinco anos depois de "O mundo ao contrário", as letras continuam acutilantes, com relação directa ao que se passa em redor dos músicos, e predominam os solos eléctricos de João Cabeleira e as linhas fortes de baixo de Tim.
A isto soma-se ainda uma maior exploração dos teclados, com a participação de dois convidados, Manuel Paulo e João Nascimento, filho de Gui, o saxofonista dos Xutos & Pontapés.
Kalú, o baterista, emprestou a voz a "Sem eira nem beira", o tema com o espírito mais punk-rock do álbum, referiu Zé Pedro, e Pacman, dos Da Weasel, foi convidado a interpretar "O sangue da cidade".
A banda começou a trabalhar no álbum em Junho passado, sem pressas nem pressões, reunida numa casa em Sintra, e as gravações decorreram já depois do Verão com 13 músicas definidas.
Do alinhamento destaca-se "Classe de 79", a primeira vez que a banda escreve um retrato biográfico "verdadeiro e sentido" desde os primeiros tempos.
Xutos & Pontapés" é ainda uma renovada declaração de amor aos fãs, porque "uma banda sem fãs não se justifica existir durante trinta anos", garantiu o guitarrista, que não encontra uma explicação para a "relação única" que os músicos têm com os admiradores.
Do primeiro de todos os concertos dos Xutos & Pontapés, a 13 de Janeiro de 1979, Zé Pedro guarda a memória de "um óptimo começo", mas diz que o grupo não está agarrado ao passado.
Se Kalú recuperar plenamente de um pé partido no passado domingo, a digressão dos Xutos & Pontapés arranca a 24 de Abril no Seixal, estender-se-á por todo o Verão e culminará a 26 de Setembro no Estádio do Restelo, em Lisboa, com um concerto que a banda quer que seja marcante.


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