"Toda a poesia – e a canção é uma poesia ajudada – reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.O fado, porém, não é alegre nem triste. É um episódio de intervalo. Formou-o a alma portuguesa quando não existia e desejava tudo sem ter força para o desejar.As almas fortes atribuem tudo ao Destino; só os fracos confiam na vontade própria, porque ela não existe.O fado é o cansaço da alma forte, o olhar de desprezo de Portugal ao Deus em que creu e também o abandonou.No fado os Deuses regressam legítimos e longínquos. É esse o segundo sentido da figura de El-Rei D. Sebastião."
Fernado Pessoa
Sobre esse "sentimento" transformado em música,um dia o Poeta disse:
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Gó
domingo, 18 de janeiro de 2009


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