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VIANA CAPITAL DO FOLCLORE

Publicada por domingo, 18 de janeiro de 2009

Todas as manhã às 6...regamos,mondamos e fertilizamos o nosso Folclore.
MAGAZINE "REGIONAL"Esta_Manhã na Geice FM

O Folclore não é apenas musica,mas tambem integra todo um conjunto de valores que passam oralmente de geração em geração,os contos são um bom exemplo disso:
A lenda de Viana é uma tradição oral das nossas gentes sobre a origem do nome da cidade de Viana do Castelo
Conta a o conto que um barqueiro que transportava mercadorias pelo rio Lima (alegadamente o antigo lethes), da foz no Lugar do Átrio ou Adro, apaixonou-se por uma jovem de personalidade alegre, jeito desempoeirado, e feições helénicas. O nome dado por baptismo à bela rapariga fora de Ana, e toda a gente a conhecia.
O moço não tinha olhos para mais ninguém, passava o tempo a falar da Ana enquanto carregava e descarregava as mercadorias. Umas vezes perguntava: "Viram a Ana?" E a resposta: "Sim, Vi a Ana". Outras vezes era ele que de feliz afirmava: "Hoje vi a Ana, vi a Ana!" Tantas vezes repetida, a expressão: «ViaAna» provavelmente deu origem a «Viana».
Apesar de se tratar simplesmente de uma lenda, em 1258 o rei D. Afonso III, ao conceder o Forala este povoado, proclamou: «Quero fazer uma povoação nova no lugar que se chama Átrio, em a foz do rio Lima, à qual povoação (...) imponho o nome de Viana».
Desde essa época nunca deixou de se chamar Viana, foi Viana de Riba do Minho, Viana do Lima, Viana de Caminha, Viana da Foz do Lima e, mais tarde, pelo foral de D.Maria II que a elevou à categoria de cidade, em 1848, tornou-se Viana do Castelo.
A Mal Degolada
«Em tempos muito antigos viveram nas margens do rio Lima, perto da vila de Ponte de Lima algumas famílias de mouros. Eles teimavam em lá continuar.
Uma jovem moura muito bonita, apaixonou-se por um jovem cristão. Então começaram a namorar em segredo, porque eles não tinham a mesma religião. As famílias não aceitavam tal namoro.
Um dia, foram dizer ao cristão apaixonado, que ela ia namorar todas as noites com outro homem, para junto da fonte. O rapaz não queria acreditar, mas ficou desconfiado.
Assim, armado de um comprido punhal foi espreitá-la junto à fonte, mas escondido.
Verificou que era verdade o que lhe tinham dito. Ficou cheio de ódio e quis vingar-se. De um salto, enterrou o afiado punhal no pescoço da moça, repetidas vezes.
De repente, ouviu-se a voz de um velho e ele parou:
- Desgraçado, o que fizeste ?! Acabas de matar a moça que por amor a ti, aprendeu o catecismo. Acabei agora mesmo de a baptizar, como cristã.
O velho que falou, era um santo frade do convento. Ali vinha todas as noites, para a família dos mouros não desconfiar.
Isto aconteceu onde hoje é a freguesia de Bertiandos. O povo chama à fonte, a "Fonte da Moura" que fica na quinta de Bertiandos. Há também uma rua vizinha chamada a Rua da Fonte.»
Fonte: Trabalho dos alunos do 4º ano da Escola Primária de Bertiandos-Ponte de Lima

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