O festival de música de Vilar de Mouros, que não se realizou nos dois últimos anos, poderá regressar em 2009, na sequência de um protocolo que segunda-feira será discutido e votado em reunião da Câmara de Caminha.
Por esse protocolo, a cujo texto a Lusa hoje teve acesso, a Câmara de Caminha e a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros comprometem-se a "institucionalizar uma estrutura autónoma, complementada com eventuais parcerias a celebrar com entidades terceiras", que assuma a realização dos futuros festivais.
O protocolo admite que, com essa estrutura, que pode assumir a forma de fundação ou de empresa municipal, talvez se "consiga levar a bom porto a reedição do festival já no ano de 2009".
Além da Câmara de Caminha e da Junta de Vilar de Mouros, o protocolo envolve também a Portoeventos, a sociedade responsável pela organização do festival desde 1999.
O documento preconiza que a Câmara transfira para a Junta de Vilar de Mouros 44.587 euros para pagamento de dívidas referentes à edição de 2005 do festival.
A Junta de Vilar de Mouros e a Portoeventos rescindem, por acordo mútuo, o protocolo que dá a esta sociedade o direito de organizar o festival até 2010.
A Portoeventos cederá também gratuitamente, à Câmara e à Junta, a marca "Festival de Vilar de Mouros", que tinha registado em seu nome.
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A cantora portuguesa Adriana edita na segunda-feira o álbum de estreia, homónimo, que reproduz uma vida inteira dedicada à música e aos diferentes géneros musicais que absorveu "como uma esponja".
Adriana, 25 anos, que apresenta o álbum na terça-feira num concerto no São Jorge, em Lisboa, passou os últimos sete anos nos Estados Unidos, onde gravou o seu primeiro álbum, com o selo da Universal."Adriana" foi composto e produzido por si e abrange um eclético naipe de géneros, da música brasileira ao rock e à música latina, mas com uma envolvência jazzística.
O disco foi gravado em dez dias, mas Adriana ressalvou que demorou uma vida inteira a fazer, porque as composições são pessoais, "vêm de dentro".
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Nuno Gonçalves, músico dos The Gift, juntou três vozes do pop rock português e criou os Hoje, formação que edita em Abril um álbum que enaltece a fadista Amália Rodrigues como artista pop.
O álbum "Amália Hoje" sairá em Abril pela La Folie e Valentim de Carvalho Multimédia e apresentará temas habituais da voz de Amália Rodrigues reinventados agora por Sónia Tavares, vocalista dos Gift, Paulo Praça e Fernando Ribeiro, dos Moonspell.
Nuno Gonçalves assina novos arranjos e a produção do álbum, mas o alinhamento dos fados escolhidos não foi ainda divulgado.
"Hoje, ao olhar atrás, ouvindo os discos, analisando tudo o que a Amália fez, conseguimos perceber que Amália era muito mais que Fado", explicou o músico num manifesto de intenções hoje dado a conhecer.
Para Nuno Gonçalves, "Amália foi a primeira e talvez única artista Pop que Portugal teve", porque ser pop "é respirar aquilo que se canta".
"Este disco será a prova de que Fado é redutor para a voz que brindou o mundo e ainda mais redutor para os compositores que imaginaram as melhores canções pop de sempre da história da música portuguesa", defendeu.


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